Idosa sofre corte no braço durante retirada de gesso

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Alda Waltz Faria, 93, sofreu um corte extenso no braço direito durante retirada de gesso. Funcionário ignorou seus avisos e gritos de dor.

Dona Alda foi até o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, para retirar o gesso no braço e o que era para ser algo simples, tornou-se um episódio de horror.

Enquanto o funcionário cortava o gesso com a tesoura sem ponta própria para isso, ela reclamou de dor e relatou que sentia que sua pele estava sendo cortada, no entanto, o funcionário respondeu de forma hostil que isso era impossível, pois a tesoura não tinha ponta.

Tesoura de cortar gesso

Realmente, a tesoura de cortar gesso não tem pontas, mas tem corte e, se houver qualquer dobra na pele, ela pode entrar no fio da tesoura e ocorrer cortes.

Isso se torna ainda mais comum e grave quando se trata de idosos, pois a pele deles é muito mais fina e sensível, portanto mais fácil ainda de sofrer cortes, o que foi o caso da dona Alda.

O corte no braço da idosa

O corte no braço de dona Alda foi extenso

— Quando ele começou a cortar na reta da mão dela, ela reclamou que estava sendo cortada e ele continuou. Quando chegou próximo ao cotovelo, ele disse que o que ela estava sentindo era o gelado da tesoura, mesmo com ela chorando, e afundou a tesoura. Foi quando fez o corte mais fundo no braço. Quando ele retirou a atadura e viu a quantidade de sangue, ficou muito nervoso e saiu dizendo que era “superficial” e chamando um outro enfermeiro para fazer o curativo — conta Thaísa Gazoni Waltz, sobrinha-neta de Alda, que estava com ela quando tudo aconteceu.

— Ele respondeu que era impossível estar rasgando porque a tesoura era sem ponta e continuou mesmo assim — acrescenta Ully Waltz, sobrinha-neta da idosa.

Após perceber o corte no braço da idosa, o funcionário ainda tentou esconder com gaze e amenizar, dizendo que a pele dela era muito flácida e que era um corte superficial, mas ao chamar outro funcionário, o mesmo disse que ela precisava ir à ala médica com urgência.

Ao ver o corte, a médica ficou abismada com o que o funcionário havia feito e recomendou que a família procurasse a ouvidoria do hospital, para que isso não ficasse impune.

Família quer justiça

Dona Alda, após cuidar do corte

Foi o que fizeram, além de registrar o BO na 35ªDP. Amanhã (17), dona Alda será submetida a corpo de delito, porque com todo sofrimento que teve, não estava em condições de ir até a delegacia com a família.

A família espera que o funcionário seja punido para que isso sirva de exemplo para que ele mesmo e outros funcionários entendam que respeitar o sinais e avisos dos pacientes é importante e faz parte do processo de atendimento devido.

O hospital garantiu que a caso terá conclusão exemplar e a família espera que a promessa seja cumprida.

Cuidados especiais

Dona Alda levou 18 pontos para fechar corte no braço

Dona Alda levou 18 pontos no braço e segue sendo devidamente cuidada pela família.

Os casos de corte na pele de idosos, como o da dona Alda, inspiram muito mais cuidados, pois além da fragilidade natural da pele, por ser mais fina e menos elástica, eles também são mais propensos a infecções locais.

A erisipela, infecção cutânea causada por bactérias que penetram através de ferimentos, é uma das principais preocupações médicas com pele de idosos, portanto é muito importante seguir todas as recomendações médicas até a cicatrização total.

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